|
|
O JUBILEU DE OURO
DO MENESTREL
Antes
dos Beatles e até mesmo antes que a
bossa nova estourasse Juca Chaves,
vestido de camisa florida,
irreverência muito talento e um
nariz proporcional, já despontava
como um artista que faria parte dos
novos rumos na arte e na cultura
brasileira.
Ficou conhecido como o menestrel
maldito, pois, com sua música
irreverente satirizava e chamava a
atenção, para os acontecimentos
políticos e sociais. E com uma
canção, criou o nosso "presidente
bossa nova”, música que se referia
ao então presidente Juscelino
Kubitscheck e a partir daí, todos
fotografados com a faixa
presidencial no peito, ele retratou
em forma de canção com a merecida
cortesia.
Sua marca registrada sempre foi um
humor delicado como um zagueiro
argentino e elegante como um gol de
craque. Mas nem só de sátiras foi
esse jubileu. Escreveu várias
modinhas, que com certeza estarão
sempre incluídas entre as melhores
canções brasileiras.
Espaço Cultural Juca Chaves
Agora ele comemora cinqüenta anos de
carreira, criando o teatro Espaço
Cultural Juca Chaves, e contando com
a colaboração de professores de
música e de teatro e de uma equipe
valiosa, tem o objetivo de
contribuir, abrindo as portas da
Cultura, divulgando e ensinando arte
para a juventude brasileira.

|
|

|
|
|
|
|
ENTREVISTA COM O MENESTREL JUCA
CHAVES
Repórter: Villa Nova
GUIA DO GRANDE ABC
O GUIA DO GRANDE ABC,
teve o privilégio de ser
recebido pelo artista
Juca Chaves que num
bate-papo descontraído,
inteligente e simpático
, falou sobre seus
cinqüenta anos de
carreira e sua mais nova
criação. O Espaço
Cultural Juca Chaves.
VILLA -
Quantos anos de
carreira?
JUCA – São cinqüenta anos
completados agora em
abril de 2007. Comecei
em meio a uma revolução
social, antes dos anos
60 eu já usava cabelos
compridos, calças de
couro, camisas floridas
e toda irreverência que
se possa imaginar eu já
fazia, e daqueles tempos
pra cá satirizei todos
os Presidentes e muitos
outros políticos.
VILLA – A revolução
afetou sua carreira?
JUCA – Em 1964 eu fui
avisado por um irmão do
meu pai que haveria uma
revolução no Brasil e
que a marinha estaria de
olho em mim, então fui
para Portugal depois fui
para a Itália e por
volta dos anos 70 voltei
para o Brasil e fui
morar na Bahia.
VILLA – Quem produz seus
espetáculos?
JUCA – Sou eu mesmo,
lamento muito que o
Teatro Brasileiro tenha
que ficar refém de
produtores que não
passam de ignorantes.
São picaretas que roubam
o artista e não acontece
nada com eles.
VILLA – O cinema
Brasileiro tem mostrado
bons resultados?
JUCA – O cinema Brasileiro
é muito ruim, eles fazem
noventa e sete filmes
ruins pra um bom;
então
não é um bom cinema,
ganhar um prêmio não
quer dizer que o cinema
seja de boa qualidade.
VILLA – Como Músico,
qual é a sua opinião com
relação à música no
país?
JUCA – A Música Brasileira
está ruim, já foi boa.
Depois do regime
militar, a censura
passou a ser econômica.
Os grandes meios de
comunicação que não
visam arte e sim o
lucro, são os ditadores
da Cultura no Brasil. E
a música perde muito com
isso. Não só a música,
mas todo o segmento
Cultural.
VILLA – Violência no
país, o que está errado?
JUCA – As leis do país
além de brandas, não são
cumpridas. Eu fico
indignado ao ver
bandidos aparecendo na
televisão, cobrindo o
rosto ou rindo da nossa
cara.
VILLA – Você está
satisfeito com o nosso
Governo?
JUCA – O ditado é que cada
povo tem o governo que
merece, se o nosso
Presidente foi eleito, é
porque a maioria dos
votos foi comprada com o
bolsa- família. Eu acho
que quem recebe o
bolsa-família não
deveria ter direito ao
voto. Aí sim, eu
acreditaria que
realmente seria uma
eleição séria.
Eu sou contra o projeto
bolsa-família porque
entendo que o governo
deveria dar aquilo que o
dinheiro compra, por
exemplo: comida,
educação, saúde, porque
o dinheiro é quase
sempre desviado e não
atinge a esses
objetivos.
VILLA – Fale um pouco do
Espaço Juca Chaves
JUCA – É um teatro bom,
talvez um dos melhores.
Aqui tem aulas grátis
para crianças carentes,
aulas de música, teatro,
canto, yoga, pintura,
exposições,(estacionamento
gratuito). Na verdade é
um Espaço Cultural
aberto para o público,
onde também realizo os
meus espetáculos.
|
|
|
|
|
|
|
|